Biografia
Destacado diretor de cinema venezuelano, os filmes de de la Cerda caracterizaram-se pela denúncia das condições sociais dos desfavorecidos na sociedade venezuelana. Ainda criança, sua família mudou-se para Caracas, onde logo se matriculou na Escola de Artes Plásticas. Entre 1962 e 1963 frequentou o Instituto Venezuelano de Estudos Cinematográficos, dirigido na época pelo ator Luis Salazar. Posteriormente, estudou teatro com Humberto Orsini na Universidade Central da Venezuela durante 8 meses. Paralelamente, passou a trabalhar na Televisa (posterior Canal 4) como assistente de câmera, avançando em responsabilidades até chegar a dirigir programas musicais e novelas, entre os programas "La telenovela criolla" ("A novela crioula") , estrelado por Maria Escalona e Américo Montero. Com a chegada da gravação em videoteipe, decidiu trocar a televisão pelo cinema, trabalhando em telejornais e comerciais, primeiro como cinegrafista e depois como diretor. Em 1964 iniciou sua carreira como diretor de cinema, produzindo uma série de filmes narrativos que, ao longo de 10 a 20 anos, fizeram dele o diretor de cinema mais ativo da época na Venezuela.
Entre seus filmes mais importantes estão: Isla de Sal [Ilha de Sal] e El Rostro [A Face Oculta] (1964), Sin fin [Endless] (1971), Cahuramanacas (curta-metragem, 1971), Soy un delincuente [Eu Sou a Delinquent] (1976), Reincidente {uma sequência de I Am a Delinquent} e Companer de viaje [Companheiro de viagem] (1977), El crimen del penalista [O crime do advogado criminal] (1979), Los criminales [Os criminosos ] (1982), Reten de Catia e Água que no haz de beber (1984). Seu filme "Eu Sou um Delinquente" não foi apenas um sucesso de bilheteria, mas marcou o início de uma nova onda no cinema venezuelano. Com efeito, o seu ponto de vista, denunciando as condições materiais e psicológicas da sociedade venezuelana, consolidou a sua obra como peça de destaque do cinema nacional.