Biografia
Jorge Leal Amado de Faria (10 de agosto de 1912 – 6 de agosto de 2001) foi um escritor brasileiro da escola modernista. Ele continua sendo o mais conhecido dos escritores brasileiros modernos, tendo sua obra traduzida para cerca de 49 idiomas e popularizada no cinema, notadamente Dona Flor e seus dois maridos em 1976. Sua obra reflete a imagem de um Brasil mestiço e é marcada pelo sincretismo religioso. . Ele retratou um país alegre e optimista que estava assolado, ao mesmo tempo, por profundas diferenças sociais e económicas.
Ocupou a 23ª cadeira da Academia Brasileira de Letras de 1961 até sua morte em 2001. Ganhou o Prêmio Internacional Nonino de 1984, na Itália. Também foi Deputado Federal por São Paulo como membro do Partido Comunista Brasileiro entre 1947 e 1951.
Amado nasceu no sábado, 10 de agosto de 1912, em uma fazenda próxima ao interior da cidade de Itabuna, no sul da Bahia. Era o mais velho dos quatro filhos de João Amado de Faria e D. Eulália Leal. A fazenda localizava-se no povoado de Ferradas que, hoje distrito de Itabuna, era na época administrada pela cidade litorânea de Ilhéus. Por isso se considerava cidadão de Ilhéus. Pela sua exposição às grandes plantações de cacau da região, Amado conheceu a miséria e as lutas das pessoas que trabalhavam na terra e viviam em condições quase escravizadas. Este seria um tema presente em várias das suas obras (por exemplo, The Violent Land de 1944).
Em decorrência de uma epidemia de varíola, sua família mudou-se para Ilhéus quando ele tinha um ano de idade, onde passou a infância. Cursou o ensino médio em Salvador, capital do estado. Aos 14 anos Amado começou a colaborar com diversas revistas e a participar na vida literária, como um dos fundadores da Modernista "Academia dos Rebeldes".
Era primo do advogado, escritor, jornalista e político brasileiro Gilberto Amado e da atriz e roteirista brasileira Véra Clouzot.
Amado publicou seu primeiro romance, O País do Carnaval, em 1931, aos 18 anos. Casou-se com Matilde Garcia Rosa e teve uma filha, Lila, em 1933. No mesmo ano publicou seu segundo romance, Cacau, que aumentou sua popularidade.
Estudou Direito na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mas nunca exerceu a advocacia. Suas atividades esquerdistas dificultaram sua vida sob o regime ditatorial de Getúlio Vargas. Em 1935 foi preso pela primeira vez e dois anos depois seus livros foram queimados publicamente. As suas obras foram banidas de Portugal, mas no resto da Europa ganhou grande popularidade com a publicação de Jubiabá em França. O livro recebeu críticas entusiasmadas, incluindo a do ganhador do Prêmio Nobel Albert Camus.
No início da década de 1940, Amado editou um suplemento literário para o jornal político "Meio-Dia", financiado pelos nazistas. Militante comunista, de 1941 a 1942 Amado foi obrigado a exilar-se na Argentina e no Uruguai. Quando voltou ao Brasil separou-se de Matilde Garcia Rosa. Em 1945 foi eleito para a Assembleia Nacional Constituinte, como representante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) (recebeu mais votos que qualquer outro candidato no estado de São Paulo). Ele assinou uma lei que concede liberdade de fé religiosa. ...
Fonte: Artigo “Jorge Amado” da Wikipédia em inglês, licenciado sob CC-BY-SA 3.0.